Mercado de Carbono
no Brasil
Entenda como funciona o mercado global de créditos de carbono, os tipos de mercado, o marco regulatório brasileiro e como sua empresa pode se posicionar agora.
Crédito de carbono:
um ativo ambiental real.
Crédito de carbono é uma forma de compensar emissões de CO₂ e outros Gases de Efeito Estufa (GEE) na atmosfera. Cada crédito equivale a uma tonelada de CO₂ que foi reduzida, evitada ou removida da atmosfera.
O mercado funciona pela lógica de que cada tonelada de carbono que deixa de ser emitida ou é removida gera um crédito. Empresas que emitem menos GEE do que o limite permitido podem vender seus créditos excedentes para aquelas que não atingiram suas metas.
De acordo com estudo do Boston Consulting Group (BCG), o Mercado Voluntário de Carbono (VCM) deve alcançar entre US$ 10 e 40 bilhões até 2030, impulsionado pela corrida global rumo às emissões líquidas zero.
Cada crédito representa carbono que não foi lançado — ou foi retirado — da atmosfera, verificado por auditores independentes.
A lógica do mercado de carbono.
Limite de Emissões
Governos ou certificadoras definem o teto máximo de GEE que cada empresa pode emitir por ano.
Redução ou Excesso
Quem emite abaixo do limite gera créditos. Quem ultrapassa precisa comprar créditos para compensar.
Geração de Créditos
Projetos de reflorestamento, energia limpa e preservação florestal geram créditos verificados.
Comercialização
Os créditos são negociados em plataformas B2B, bolsas ou diretamente entre geradores e compradores.
Dois mercados,
uma mesma urgência.
Mercado Regulado
Criado e regulamentado por políticas governamentais. No Brasil, a recém-aprovada Lei nº 15.042/2024 instituiu o SBCE — Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões.
Nesse modelo, grandes empresas de setores específicos recebem um limite máximo de emissões e devem adquirir cotas ou créditos para compensar qualquer excesso. A participação é obrigatória.
Mercado Voluntário
Empresas, instituições e indivíduos compram créditos de carbono por iniciativa própria, sem obrigação legal, para compensar voluntariamente suas emissões e atingir metas ESG.
A certificação dos créditos é feita por organizações privadas como Verra (VCS), Gold Standard e ACR, que garantem a integridade e rastreabilidade de cada tonelada compensada.
O mercado de carbono
brasileiro já é lei.
Em dezembro de 2024, entrou em vigor no Brasil a lei que regulamenta o mercado de créditos de carbono e cria o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). O Brasil reforça sua participação no mercado internacional, transferindo o custo social das emissões para os agentes emissores.
Obrigações pelo volume de emissões
* O setor agropecuário não foi incluído na obrigatoriedade, apesar do alto volume de emissões.
📋 Principais pontos da lei SBCE
- O SBCE regulamenta o mercado de carbono no país e promove a comercialização de ativos como cotas de redução e créditos de carbono
- Empresas com emissões acima do limite podem adquirir créditos gerados por iniciativas de preservação florestal e energia limpa
- Incentiva o desenvolvimento e adoção de tecnologias de baixo carbono e processos de produção mais eficientes
- Posiciona o Brasil como protagonista no mercado internacional de carbono
- Transfere o custo social das emissões para os agentes emissores
- Contribui para o cumprimento das metas brasileiras no Acordo de Paris
Por que entrar no
mercado de carbono agora?
Inovação
O mercado estimula o desenvolvimento e a adoção de tecnologias de baixo carbono e processos de produção mais eficientes.
Reputação Global
Empresas com metas de descarbonização melhoram sua imagem e atraem investimentos sustentáveis, fortalecendo sua posição no mercado global.
Receita Extra
Empresas que reduzem emissões abaixo do limite geram receita extra com a venda dos créditos de carbono excedentes.
Gestão de Riscos
A participação prepara as empresas para regulações ambientais futuras, mitigando riscos financeiros ligados às emissões de GEE.
Acesso a Capital
Fundos ESG, financiamentos verdes e linhas especiais de crédito estão cada vez mais condicionados a critérios climáticos rigorosos.
Compromisso Real
A compra e venda de créditos demonstra compromisso concreto com a sustentabilidade e o combate às mudanças climáticas.
Belém 2025: o marco
que mudou o jogo.
Primeira COP realizada no coração da Amazônia, resultando no "Pacto de Belém" — 29 decisões aprovadas por consenso, conectando ação climática à vida das pessoas.
Pacto de Belém
29 decisões aprovadas por consenso sobre transição justa, financiamento, gênero e tecnologia climática.
Fundo Florestas Tropicais
Criação de fundo inédito para a proteção permanente de florestas tropicais ao redor do mundo.
Financiamento Climático
Compromisso de escalar o financiamento para países em desenvolvimento para ao menos US$ 1,3 trilhão até 2035.
Meta Global de Adaptação
59 indicadores aprovados para monitorar o progresso global em áreas como água, agricultura e resiliência climática.
Fundo de Perdas e Danos
Progressos no fortalecimento do fundo para comunidades afetadas por eventos climáticos extremos.
Inclusão Social
Racismo ambiental, povos indígenas, jovens e comunidades locais reconhecidos como pauta central na agenda climática.
Pronto para agir antes
que vire obrigação?
O mercado de carbono já é realidade no Brasil. A ENSUC conecta sua empresa ao futuro — agora.