O crédito de carbono é uma forma de compensar emissões de dióxido de carbono (CO₂) e outros gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera. Ele funciona a partir de uma lógica simples: cada tonelada de carbono equivalente que deixa de ser emitida ou é removida da atmosfera gera um crédito, que pode ser negociado no mercado.

O que é o mercado de carbono

O mercado de carbono é um sistema de comércio de cotas ou créditos, no qual se atribui um valor financeiro à redução de emissões de GEE. Existem dois tipos principais:

Atualmente, o mercado remunera proprietários que optam por elaborar projetos de preservação em suas terras com valores que variam de US$ 5,00 a US$ 20,00 por tonelada de CO₂ reduzida por hectare.

Resultados esperados em 10 anos

Investimento e quem pode aderir

O valor do investimento para elaboração do Pré-Projeto é a partir de R$ 18.000,00, requisito indispensável para a negociação do crédito de carbono. Pode aderir toda propriedade rural com documentação regularizada e que possua área com vegetação nativa preservada ou em processo de recuperação natural.

Checklist de documentos necessários

Marco regulatório: a Lei nº 15.042/2024

Em dezembro de 2024, entrou em vigor no Brasil a Lei nº 15.042/2024, criando o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). Com essa lei, o Brasil se posiciona como protagonista global na exportação de ativos ambientais auditados.

Com a nova lei, o Brasil reforça sua participação no mercado internacional de créditos de carbono, transferindo o custo social das emissões para os agentes emissores.